Egua Tostada

Walther Morais

Tom original: D Capotraste: Sem capotraste Acordes: 3
D

Primeira Parte

D                            A
Recebi um chasque faz algum tempo
                            D
Vindo das bandas da Encruzilhada
                         A
Por la teria uma égua tostada
                            D
Solta no campo por ser aporreada
                             A
E o seu dono, um rico estancieiro
                                 D
Pra um bom ginete dava uma invernada
                                      A
Se botasse as garras, subisse pra o lombo
                            D
Domasse aquela potra endiabrada
Eu sou ginete deste meu Rio Grande
                        G
Nao acredito em alma penada
            A                   D
Saltei no lombo do meu pingo baio
            A              D
E fui a procura da égua famada

Segunda Parte

D                                A
Cheguei na estancia era manha cedo
                        D
O dia ainda estava clareando
                              A
La no galpão junto ao pai-de-fogo
                        D
A peonada estava chimarreando
                           A
Pedi licença e me apresentei
                             D
E a todos eles eu ja fui saudando
                            A
Tomei uns mates e logo endaguei
                              D
Pelo patrão que estava desafiando
Ja apresentou-se um senhor sisudo
                              G
Nao sou gaucho de andar inventando
           A             D
Se tens coragem pra o desafio
               A                 D
Eu trago a tostada, vai se preparando

Terceira Parte

D                          A
Ha muito custo de toda peonada
                              D
Aquela tostada se foi pra mangueira
                               A
Ja fui pealando e botando o bucal
                         D
E abotoando naquela tronqueira
                            A
Botei a xerga e agarrei a crina
                             D
E ja montei no estilo da fronteira
                             A
Olhei pro campo e prendi o grito
                               D
Podem abrir no mais, essa porteira
Saltou berrando, saiu corcoveando
                             G
Mas não ligo pra gueixa matreira
            A                 D
Esta e mas uma como tantas outras
            A                    D
Se eu não amanso se vai pra graxeira

Quarta Parte

D                             A
No outro dia eu voltei a estancia
                            D
Fui esbarrando junto ao galpão
                           A
Boleei a perna da égua tostada
                          D
Deixei a redea caída no chao
                           A
La da janela uma prenda faceira
                              D
A flor mais linda daquele rincão
                                 A
Me deu uma olhada e acenou sorrindo
                             D
Flor camponesa, filha do patrão
Hoje eu resido em Encruzilhada
                                G
Sou capataz da estância do Pontão
           A                   D
Não ando mais como gato em tapera
           A                 D
E aquela prenda tem meu coração
Cifra adaptada de fontes públicas. Direitos da composição pertencem aos autores e gravadoras originais. Esta página é parte do projeto educacional Mania de Músico.
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