Saga da Amazônia

Vital Farias

Tom original: D Capotraste: Sem capotraste Acordes: 13
D

(início)

  (DECLAMADO)
Só é cantador quem carrega no peito o cheiro e a cor de suas terras,
  (DECLAMADO)
a marca de sangue de seus mortos e a certeza de luta de seus vivos
  (D G  D)
Era uma vez na Amazonia a mais bonita flores  ta
 ( D G  D)
mata verde, ceu azul, a mais imensa flores  ta
  (D A G)
No fundo d'agua as iaras, caboclos, lendas e mágoas
 (   Bm)
e os rios puxando as á        guas
  (D G  D)
Papagaios, periquitos cuidavam de suas co   res
  (D G  D)
Os peixes singrando os rios, curumins cheios de amo  res
 ( D A G)
Sorria o jurupari,o uirapuru seu porvir
  (  Bm)
era flora, fauna, frutos e flo   res
  (Bm Em G#º Bm Bm Em G#º Bm)
Toda mata tem caipora para mata vigiar
  (Bm Em G#º Em Bm Em G#º Bm)
veio um caipora de fora para a mata definhar
  (G#º F#º Ebo Eo)
e trouxe dragão de ferro pra cumê muita madera
  (Ebo Eo C#7 F#)
e trouxe estilo gigante pra acabar com a capoeira
  (Bm Em G#º Bm Bm Em G#º Bm)
Fizeram logo um projeto sem ninguém testemunhar
  (Bm Em G#º Bm Bm Em G#º Bm)
para o dragão cortar madeira e toda mata derrubar
  (Em Bm F# Bm)
se a floresta meu amigo tivesse pé pra andar
  (Em Bm Em F# )
eu garanto meu amigo com o perigo nao tinha ficado lá
 ( Bm Em G#º Bm Bm Em G#º Bm)
O que se corta em segundos gasta tempo pra vingar
  (Bm Em G#º Bm Bm Em G#º Bm)
e o fruto que dá no cacho pra gente se alimentar
  (Em Bm F# Bm)
depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar
  (Em Bm Em F#  Bm)
Igarapé e rio abaixo, tem riacho e esse rio que é o mar
                    (2x)
 ( Bm Em G#º Bm Bm Em G#º Bm)
Mas o dragão continua na floresta a devorar
  (Bm Em G#º Bm Bm Em G#º Bm)
e quem habita essa mata pra onde vai se mudar?
 ( Em Bm F# Bm)
corre indio, seringueiro, preguica, tamanduá,
  (Em Bm Em F#  Bm)
tartaruga, pé ligeiro, corre-corre tribo dos camaiurá
                   (2x)
  (D D7 G)
No lugar que havia mata hoje há perseguição,
  (D A D)
grileiro mata posseiro só pra lhe roubar seu chão
  ( F#º  )
castanheiro, seringueiro ja viraram ate pião
  (Em Bm C#7 F#)
afora os que já morreram como aves de arribação,
  (Em Bm Em Bm)
Zé de Nana tá de prova naquele lugar tem cova,
  (G  F#)
gente enterrada no chão
  (Bm G#º Bm)
Pois mataram indio que matou grileiro
  (G#º)
que matou posseiro
  (Bm G#º)
disse um castanheiro para um seringueiro
  (Bm  Bm)
que o estrangeiro roubou seu lugar
(2x)
 ( D G)
Foi então que um violeiro chegando na região,
  (D A D)
ficou tão penalizado que escreveu esta canção,
  (D7 G)
e talvez desesperado com tanta devastação,
  (F# Bm)
pegou a primeira estrada sem rumo sem direção
  (D G)
com os olhos cheios de água sumiu levando essa mágoa
  (F# Bm)
dentro do seu coração
                     (2x)
 ( D G D)
E aqui termina essa estória para gente de valor,
  (D G D)
pra gente que tem memoria muita crenca e muito amor,
  (D A G)
pra defender o que ainda resta sem rodeio e sem aresta
  ( A D)
era uma vez uma floresta na linha do equador
Cifra adaptada de fontes públicas. Direitos da composição pertencem aos autores e gravadoras originais. Esta página é parte do projeto educacional Mania de Músico.
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