Peão do Posto do Meio

Quarteto Coração de Potro

Tom original: A Capotraste: Sem capotraste Acordes: 4
A

Intro

A  E  A  E  A
Na volta do corredor
                     E
Tem um ranchinho barreado
Quinchado que é um primor
                     A
Com Santa Fé do banhado
D
Nele mora um beija-flor
                  E
Do biquinho colorado
Que eu chamo de meu amor
                    A
Quando cruzo apaixonado
                          E
Sou um peão do posto do meio
D                      A
Este é o meu ramo de vida
                      E
De cima dos meus arreios
D                   A
Não tem topada perdida
                      E
Levanto o pingo no freio
                      D
E a volta mais encardida
                       E
Por ter clarim meu clareio
                      A
Fazendo encordoar a lida
( A  E  A )
Vivo nos galpões de estância
                   E
Destapando madrugadas
Escutando a consonância
                     A
Dos rumores da alvorada
D
Que traz com o Sol a elegância
                        E
Do mensual de espora atada
Conhecedor da importância
                    A
Da cincha bem apertada
                      E
O laço que ato nos tentos
D                       A
De trança, parelha e forte
                       E
A favor ou contra o vento
D                       A
Tem sempre destino e norte
                      E
E pra não dar casamento
                     D
Só muita falta de sorte
                         E
Pois na ilhapa tem sustento
                         A
Pra bicho de qualquer porte
( A  E  A )
Tenho um cavalo tordilho
                       E
Cruza de Pershe e mestiço
Que eu confio quando encilho
                              A
Pra um passeio ou pra um serviço
D
No apertar do gatilho
                        E
Sai junto do que eu cobiço
Me trazendo no lombilho
                         A
Sempre atento ao compromisso
                         E
E o meu chapéu que requinto
D                    A
Tapeado à moda fronteira
                    E
Se abaguala no recinto
D                   A
Dum serviço de mangueira
                       E
Este é o quadro que pinto
                          D
Com mescla de pelo e poeira
                     E
Remoldurado no instinto
                        A
Da nossa essência campeira
Mas quando a Lua desponta
                     E
No céu deste meu rincão
Uma saudade reponta
                 A
As penas do coração
             F#m
(Feito um sinuelo que aponta
             E
As queixas da solidão
Que um taura em segredo conta
                    A
Pra uma gaita de botão) 2x

Final

A  E  A
Cifra adaptada de fontes públicas. Direitos da composição pertencem aos autores e gravadoras originais. Esta página é parte do projeto educacional Mania de Músico.
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