Agosto Caborteiro
Mauro Silva
C#m
(início)
C#m Que noite braba de agosto Que até a Lua tá emponchada Sem grilos, sem vagalumes E o Corujão, num tapume Não se anima pra caçada C#m É noite escura, silenciosa Que só o vento esboça o som C#m E sacudindo a Figueira Entre galpão e mangueira Vai assombrando no tom C#m C#7 F#m O campo se para manso C#m Nas coxilhas tudo quieto Bb° Já que o poncho das canhadas A° ( G#7 ) Vem com macega empastada G#7 C#m E sempre um capão por perto É lá que o rebanho posa Nestas noites arrepiadas Por castigo, judiaria É aí que a ovelha da cria E amanhece encarangada A Vai findando a calmaria B7 Com berros de desespero G#7 E já implorando socorro Bb° G#7 Temendo a fome do sorro C#7 Que cedo ronda o potreiro A° Mas campeiro sempre sabe B7 O que sobra da noite fria G#7 Mês de Agosto é caborteiro E sempre sobra um cordeiro C#m Sem mãe, barriga vazia G#7 Mês de Agosto é caborteiro A C#m E sempre Fica um cordeiro Bb° C#m Sem mãe, barriga vazia F#m G#7 C#m É assim sempre, no inverno F#m G#7 C#m Por todo esse, meu rincão Vão se criando guachitos Crescendo barriguditos Pela volta do galpão D7 C#7 F#m E junto cresce a esperança C#m Que os agosto passarão Bb° Logo são guachos taludos Am ( G#7 ) Arteiros e macanudos G#7 C#m Que teimam abrir portão
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