A Boa Vista do Peão de Tropa

Luiz Marenco

Tom original: C Capotraste: Sem capotraste Acordes: 6
C

(início)

Intr.:
       Am                             E7
Nos rincões da minha querência, arrabaleira conforme a vontade
                                       Am
Me serve um mate, pampa minha, nesta vidinha que me destes
                                            E7
Antes que embeste a novilhada, prá o mundo alheio das porteiras
                                        Am            A7
Saúdo a poeira destas crinas, que me arrocinam sujeitando
       Dm          G              C           Am
E da garupa do cavalo, faço um regalo a ventania
         E7                              Am       A7
Que na poesia destas léguas, tomo por rédeas e conselhos
           Dm            G               C              Am
Chamo no freio a coisa braba, o tempo é feio, mas que importa
             E7                            Am       Dm
Quando se engorda na invernada, não falta nada prá quem baba
     E7                      Am
De focinho levantado e mais curioso
         Dm                G                    C                     Am
A fim de ir, a estância do passo, na direção de casa, costeando o arvoredo
         E7                                     Am                   A7
O meu desespero porfia co'a tropa fazendo o que gosta, ao sul de mim mesmo
                   Dm                  G            C                       Am
E todo o bem que havia, maneado ao destino divide caminho com a rês que amadrinha
                 E7                            Am
O rio que eu não via, mimando de sede, a minha saudade
Am                                 E7
Na função dos meus afazeres, rememorados conforme a manada
                                           Am
Vou ressabiando afeito a fadiga, nas horas mingas de sossego
                                             E7
Talvez melhore durante a sesteada, sou por demais igual a campanha
                                     Am           A7
Tamanha a alma de horizontes, ali defronte os cinamomos
         Dm          G           C            Am
Já não habita a teimosia, atropelando o meu rodeio
            E7                              Am         A7
Quando me agüento no forcejo, pra erguer no laço os caídos
          Dm           G         C              Am
Não me lastimo, nem receio, vou pelo meio do sinuelo
         E7                            Am            Dm
Tocando manso os mais ariscos, só pelo vício de por quartos
          E7                          Am
Cuidar do gado, rondando o baio, que amanunceio
         Dm                G                    C                     Am
A fim de ir, a estância do passo, na direção de casa, costeando o arvoredo
            E7                                  Am                   A7
O meu desespero porfia co'a tropa fazendo o que gosta, ao sul de mim mesmo
                   Dm                  G            C                       Am
E todo o bem que havia, maneado ao destino divide caminho com a rês que amadrinha
                 E7                            Am      Dm E7
O rio que eu não via, mimando de sede, a minha saudade
        Am      Dm E7        Am
A nossa saudade..... a nossa saudade
Cifra adaptada de fontes públicas. Direitos da composição pertencem aos autores e gravadoras originais. Esta página é parte do projeto educacional Mania de Músico.
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