Quando Um Mata Mas Os Dois Morrem

Lisandro Amaral

Tom original: E Capotraste: Sem capotraste Acordes: 13
E

(início)

"O punhal no sangrador,
pele de encontro com o couro.
E por um simples instante
dois corações batem juntos
num estertor crepitante.
Um vai morrer. Já e pronto.
Mas no peito do que mata
o coração morre um pouco."
      E                  B7
Um é cavalo o outro é homem
O centauro da planura
                     E         E7
Dois seres fundem-se num
    A
Por isso a faca que mata
   G#m              C#7
aquele que está quebrado
  F#m             B7
Mata também um pedaço
 F#m             B7
da alma do que matou
                    E
um ser sem pecado algum
O pecado sugerido
                B7
é ter nascido cavalo
É saber que a humanidade
                 E           E7
o chama de irracional
  A
Ser taxado de animal
  G#m                     C#7
por quem rouba, estupra e mata
 F#m               B7
Sem ter desculpa maior
                   E
que uma mente racional
60 62 63 52 50 53 52 40 53 55 53 52 53
63 50 52 53 40 63 D7  E7(9b)  G
Dizem que bicho não pensa
  G7               C
Mas homem será que sim?
                      Am
Sou eu quem trabalha duro
             50 52   C
Mas a ponta desta adaga
                   D7
termina cravada em mim
50 52 C                  D7
E o meu bom Deus que comanda
                   C
Ou não gosta de cavalo,
  D7             G  C  G
ou gosta da coisa assim
 D7   Am  C  Am  C  Am   C  D7  E7(9b)  G
"E morrer é o de menos,
há coisa muito pior...
Ser espancado, ferido,
machucado e ofendido
por quem usa seu esforço
para sustento e lazer.
O cavalo, o cavalo então pergunta,
pois necessita saber"
63 50 52 53 40 63 D7  E7(9b)  G
Dizem que bicho não pensa
  G7                C
Mas homem será que sim?
                    Am
Sou eu quem trabalha duro
             50 52  C
Mas a ponta desta adaga
                   D7
termina cravada em mim
    C                    D7
E o meu bom Deus que comanda
                  C
Ou não gosta de cavalo,
  D7             G  C  G
ou gosta da coisa assim
63 50 52 53 40 63 D7  E7(9b)  G
Mas no peito do que mata
  G7                 C
Se for gaúcho e campeiro
                   Am
Fica cravado uma estaca
                       C
Mais mortal que a punhalada
                      D7
que sangrou o companheiro
     C               D7
Dor da perda de um amigo
                  C
De aliviar sofrimento
D7                G C G
assassinando o parceiro
Cifra adaptada de fontes públicas. Direitos da composição pertencem aos autores e gravadoras originais. Esta página é parte do projeto educacional Mania de Músico.
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