Orelha
Jorge e Mateus
E
(início)
E B9 Não era de uma casa só, era de toda a rua, de todo coração E B9 Dormia em cada porta aberta, sempre encontrava um prato e um irmão E B9 Mais de 10 anos nas vizinhas, viu criança crescer, viu o tempo passar E B9 Cão comunitário, alma mansa, nunca soube o que era machucar E B9 Quem passa por aqui conhece seu jeito calmo de olhar E B9 A rua inteira hoje chora porque aprenderam a te amar E B9 Corre livre agora, orelha. Você foi de todo mundo, foi nosso também E B9 Se existe céu pros bons de alma, você tá lá cuidando da gente além E Aqui ficou saudade espalhada no chão B9 Em cada esquina que você deitou, que o amor de uma vizinhança inteira E B9 Seja mais forte que a maldade que te levou E B9 Florianópolis sabe teu nome, porque teu rabo abanava para qualquer um E B9 E Você confiava sem medo no mundo que nem sempre foi comum B9 Não pediu nada além de carinho, nem conhecia raiva ou defesa E B9 Pagou com a vida inocente a crueldade de quem perdeu a pureza E B9 Não foi descuido, foi escolha. E escolha também pesa E B9 Um cão que era de todos partiu por causa da frieza E B9 Corre livre agora, orelha. Você foi de todo mundo, foi nosso também E B9 Se existe céu pros bons de alma, você tá lá cuidando da gente além E Aqui ficou saudade espalhada no chão B9 Em cada esquina que você deitou, que o amor de uma vizinhança inteira E B9 Seja mais forte que a maldade que te levou E B9 Que nenhuma rua esqueça teu nome que nenhum latido morra em vão E B9 Orelha virou símbolo, virou promessa de mais cuidado e mais compaixão E B9 Eu.... corre livre agora orelha. Depois de tantos anos sendo abrigo e lá E B9 A rua promete em silêncio proteger quem ainda e é confiar E B9 Porque amor não morre não, nem com o tempo, nem com o fim E B9 Orelha vive em cada cão que ainda acredita na gente. Mesmo assim. Ah
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