Prevendo o Futuro

Irmãos Moro

Tom original: D Capotraste: Sem capotraste Acordes: 3
D

(início)

          D                                 A
Quando as minhas mãos já não tiveram o mesmo tato
    A                                           D
E pra golpear um potro  esteja faltando força no braço
  D                                                     G
Quando eu levantar uma armada de pialo e me enredar no laço
             D              A                 D
Certamente o boi irá correr mais e entrar no mato
   D                                           A
E quando meus olhos ao longo dos campos não cortar distância
   A                                          D
E a juventude que rumo ao orgulho não dar-me importância
   D                                      A
De cabeça baixa visuarei o mundo tão cheio de ânsias
 A                                               D
Levarei trompadas de saudades dos meus tempos de infância
       D                                       A
Quando a minha espora não tinir mais num tranco estradeiro
   A                                      D
E o canto do galo silenciar ao longe em frias madrugadas
    D                                    G
Quando meu chapéu e o bico da bota não juntar geada
   D                   A                 D
O cavalo bom estará ficando muito mais ligeiro
     D                                              A
E quando minha adaga num fim de fandango não der um tinido
    A                                 D
E o meu grito forte de eira boiada ja enrrouquecido
   D                                        A
Ao redor do fogo lembrarei de tantos recuerdos perdidos
  A                                              D
Serei mais um laço velho rebentado num canto esquecido
   D                                                A
E quando meu cabelo branquear o meu rosto  estará enrugado
   A                                                        D
Vou sentir receio dos chifres do touro que é um tiro e não dobra
    D                                                 G
O peso dos anos curvara minha estampa que já sem manobra
   D                       A                          D
Longe do entrevero dos gritos dos pialos e do berro do gado
   D                                          A
E quando minha gaita calar-se pra sempre ao entardecer
   A                                           D
O mundo dirá qual o meu destino quando o sol nascer
   D                                                      A
O campo as coxilhas banhados e estradas não vão mais me ver
   A                                              D
Não quero morrer mas prefiro a morte quando envelhecer
Cifra adaptada de fontes públicas. Direitos da composição pertencem aos autores e gravadoras originais. Esta página é parte do projeto educacional Mania de Músico.
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